Mega revisão de Raciocínio Lógico
1. Do comando ao método
Primeiro reconheça o objeto; depois escolha o que precisa demonstrar. Uma distribuição de pessoas, uma linha de tabela-verdade e um diagrama de classes podem representar a mesma tarefa: encontrar situações que satisfaçam todas as premissas e verificar a conclusão.
| O comando pede… | O que resolve | O que ainda não basta |
|---|---|---|
| Pode ocorrer | Uma configuração completa que obedeça a todas as condições | Uma hipótese parcial ou que desrespeite outra pista |
| Necessariamente ocorre | Valer em todas as configurações permitidas | Acontecer no primeiro caso encontrado |
| Não pode ocorrer | Mostrar que a hipótese sempre viola alguma condição | Não ter encontrado um exemplo rapidamente |
| Argumento dedutivo válido | Não existir caso com todas as premissas verdadeiras e conclusão falsa | Premissas ou conclusão parecerem verdadeiras isoladamente |
| Equivalência | Duas fórmulas terem o mesmo valor em todas as interpretações | Ambas serem verdadeiras em um caso |
| Negação | Inverter o valor em todos os casos | Produzir uma frase diferente ou mais forte |
Havendo ao menos uma configuração admissível, possível inclui o necessário. Algo verdadeiro em todos esses casos também é verdadeiro em algum. Para derrubar uma conclusão necessária, procure um contraexemplo: premissas verdadeiras com a conclusão falsa. Esse mesmo teste serve a argumentos, diagramas e problemas de organização.
Organizar restrições sem inventar relações
| Estrutura | Representação e propagação |
|---|---|
| Ordem | Posições numeradas. “Antes” exige posição menor; “imediatamente antes”, diferença de uma posição. Estar ao lado não é relação transitiva: os vizinhos de uma pessoa podem não ser vizinhos entre si. |
| Associação um a um | Tabela de possibilidades. Confirmar um par elimina os outros da mesma linha e coluna; use essa exclusividade somente quando dada. |
| Grupos e capacidades | Marcar pertencimento e vagas restantes. Estar no mesmo grupo não determina ordem interna. |
| Falas verdadeiras/falsas | Formalizar cada fala e aplicar também a quantidade global de falas verdadeiras. O conteúdo de uma fala não determina sozinho o tipo de seu autor. |
| Alternativas condicionais | Abrir casos separados, propagar consequências e descartar o caso que gerar contradição. Não misturar conclusões de hipóteses diferentes. |
Poucas posições possíveis, vínculos obrigatórios e limites de capacidade costumam restringir mais cedo. Uma solução candidata deve satisfazer simultaneamente todas as pistas.
Quanto apoio a conclusão recebe?
- Dedução: exige necessidade. Verdade é atributo das proposições; validade, da ligação entre premissas e conclusão. Argumento sólido é válido e tem premissas verdadeiras.
- Indução: amostra ou frequência apoia conclusão provável; avalie representatividade, tamanho e exceções. “A maioria tem P” não obriga um indivíduo previamente escolhido a ter P.
- Analogia: transfere uma expectativa entre casos semelhantes; importam as semelhanças relevantes para a conclusão e as diferenças capazes de desfazê-la.
Uma conclusão falsa não identifica sozinha o defeito do argumento; uma conclusão verdadeira também pode ter sido obtida por raciocínio inválido. Sucessão temporal, por si, não estabelece causalidade.
2. Traduzir, negar e testar a conclusão
Uma proposição é uma afirmação que admite valor verdadeiro ou falso. Perguntas e ordens não o admitem; uma frase com variável ainda livre depende da atribuição de um objeto. Proposição simples não contém conectivo proposicional; composta combina proposições. Para proposições simples distintas, a tabela-verdade completa tem linhas; letras repetidas não criam novas variáveis.
A condicional conecta linguagem, tabela e argumento
| Leitura | Formalização | Condição recuperada |
|---|---|---|
| Se p, então q; p somente se q | p suficiente para q; q necessária para p | |
| p se q | O trecho depois de “se” é o antecedente | |
| p se, e somente se, q | As duas direções valem |
Em , o antecedente p é a hipótese e o consequente q é o que ela exige. A condicional é falsa somente com p verdadeira e q falsa. Com antecedente falso, é verdadeira; isso não afirma causa, sequência temporal nem verdade de q.
| Partindo de | Conclusão autorizada? |
|---|---|
| p; logo q | Sim: modus ponens, afirmar o antecedente |
| ; logo | Sim: modus tollens, negar o consequente |
| q; logo p | Não: q pode ocorrer sem p |
| ; logo | Não: a hipótese ausente não impede q |
Também valem o encadeamento , e, de com , a conclusão q. Já com p não permite negar q: o “ou” inclusivo admite ambos.
Valor, equivalência e negação em uma consulta
| Fórmula | Quando é verdadeira | Negação equivalente |
|---|---|---|
| Ambas verdadeiras | ||
| Ao menos uma verdadeira | ||
| — “ou” exclusivo | Exatamente uma verdadeira | |
| Exceto p verdadeira e q falsa | ||
| Valores iguais |
A última forma é a contrapositiva, que inverte e nega as duas partes. Ela preserva a condicional; sua negação é . Trocar somente a ordem produz a conversa , e negar sem trocar produz a inversa : estas duas são equivalentes entre si, mas não equivalem em geral à original.
Para reorganizar fórmulas: dupla negação elimina-se; e são comutativos e associativos e distribuem-se um sobre o outro: , e vale a forma com trocados. A condicional não permite a troca da ordem em geral. Preserve parênteses: negar a fórmula inteira difere de negar uma parcela.
Tautologia é verdadeira em todas as linhas; contradição, falsa em todas; contingência, verdadeira em algumas e falsa em outras. Satisfatível significa verdadeira em pelo menos uma interpretação.
A mesma negação em três linguagens
| Linguagem | Troca que acompanha a negação |
|---|---|
| Proposições — leis de De Morgan | ; |
| Conjuntos — complemento no mesmo universo | ; |
| Quantificadores — todos/existe | ; |
Negar “todos” pede uma exceção; negar “algum” elimina todas as ocorrências. “Algum” significa pelo menos um e não exclui que sejam todos.
Classes, quantificadores e diagramas
Na tabela, significa “x pertence à classe A”. O domínio é o conjunto de objetos sobre os quais se quantifica.
| Afirmação | Fórmula | Região imposta | Negação |
|---|---|---|---|
| Todo A é B | Algum A não é B | ||
| Nenhum A é B | Algum A é B | ||
| Algum A é B | Interseção ocupada | Nenhum A é B | |
| Algum A não é B | ocupada | Todo A é B |
Universal de classe não cria indivíduo. Na lógica clássica de primeira ordem, o domínio é não vazio, mas A pode ser vazio. De “todo A é B” não se conclui “algum A é B” sem existência de A. “Nenhum A é B” e “algum A é B” admitem troca de A/B; “todo A é B” e “algum A não é B” não admitem essa troca em geral.
No diagrama, marque região vazia e existência conhecida; região sem marca não é necessariamente ocupada. Se a premissa deixa mais de um desenho possível, a conclusão necessária precisa sobreviver a todos. Duas afirmações “algum” podem se referir a pessoas diferentes: de algum A ser B e algum B ser C não se segue que algum A seja C.
Escopo e dependência dos quantificadores
- Termo nomeia objeto: constante, variável ou aplicação de função. Predicado afirma propriedade/relação e, com os argumentos interpretados, recebe valor lógico; função retorna objeto. A aridade é o número de argumentos exigidos.
- Uma ocorrência de variável está ligada se está sob o quantificador que a rege; caso contrário, está livre. Uma fórmula sem variáveis livres é uma sentença. Renomear variável ligada exige preservar o escopo e evitar captura, quando uma ocorrência antes livre passa a ser ligada.
- : cada x tem algum y, que pode variar. : existe um mesmo y que serve a todos os x. A segunda implica a primeira; a recíproca não vale em geral. “Um mesmo” não significa “único”.
- Quantificadores consecutivos do mesmo tipo podem trocar de ordem. Ao negar uma sequência de quantificadores, troque cada alcançado pela negação e negue o escopo restante, conservando a ordem.
- Distribuições válidas: e . Em geral, não se distribui sobre ; dois existenciais separados tampouco garantem um mesmo objeto para uma conjunção.
- De pode-se concluir para um objeto a do domínio; de não se conclui que um objeto a previamente escolhido satisfaça P.
3. Da região à contagem e à probabilidade
Defina o que distingue dois resultados. Conjunto não muda pela ordem nem pela repetição de elementos; sequência pode mudar com a ordem; numa matriz, a posição é parte do dado. relaciona elemento e conjunto; , dois conjuntos. O vazio é subconjunto de qualquer conjunto, mas não é automaticamente elemento dele. Dois conjuntos são iguais quando possuem os mesmos elementos.
Traduzir antes de contar
| Expressão | Região no universo U |
|---|---|
| A ou B; pelo menos um | — inclui a interseção |
| A e B; ambos | |
| A, mas não B | |
| Exatamente um dos dois | — diferença simétrica |
| Nenhum dos dois | |
| Não ambos | — admite um só e também nenhum |
Para conjuntos finitos, é a quantidade de elementos distintos. Inclusão-exclusão corrige sobreposições:
Com três conjuntos, some os três totais, subtraia as três interseções de pares e recoloque a interseção tripla. Cada interseção de par inclui a tripla, salvo se o enunciado disser “somente”. Preencha o diagrama do centro para fora; a parte externa é o total do universo menos a união.
Para contar exatamente dois entre A, B e C, some as três interseções de pares e subtraia três vezes a tripla. Para pelo menos dois, subtraia duas vezes a tripla. O critério muda a região, mesmo quando os dados são iguais.
Restrições primeiro; fórmula depois
Somam-se casos disjuntos, sem resultados comuns. Multiplicam-se as opções de etapas sucessivas quando cada percurso tem as quantidades indicadas; se o número de escolhas seguintes varia, separe os casos. Esse princípio de contagem não exige independência probabilística. Na tabela, os parâmetros são inteiros não negativos, com as condições adicionais indicadas.
| Situação | Número e condição |
|---|---|
| Ordenar n objetos distintos | ; por convenção, |
| Escolher e ordenar k entre n distintos, sem repetir | , com |
| Escolher k entre n distintos, sem ordenar nem repetir | , com |
| Escolher k unidades entre n tipos, repetindo sem ordenar | , com |
| Preencher k posições com n opções por posição, repetição livre | , com |
| Ordenar n objetos com grupos de indistinguíveis | , sendo |
| Dispor n distintos em círculo | , com , quando só rotações são equivalentes; lugares marcados e reflexões mudam o modelo |
Se pessoas devem ficar juntas, trate-as como bloco e conte a ordem interna permitida. Para números, zero não pode ocupar a primeira posição. Para “pelo menos um”, o complemento “nenhum” pode encurtar a conta.
Casa dos pombos: distribuir N objetos em k caixas, com k inteiro positivo, garante alguma caixa com pelo menos objetos, o menor inteiro não inferior a . Para forçar alguma caixa a atingir r objetos, com r inteiro positivo, bastam . A garantia é de existência: não identifica qual caixa nem afirma ocupação exata.
Quando contar dá uma probabilidade?
O espaço amostral reúne resultados possíveis; evento é um subconjunto. Em espaço finito equiprovável, com resultados de mesma chance:
Sem equiprobabilidade, some as probabilidades dos resultados favoráveis. Duas somas numéricas possíveis, por exemplo, podem corresponder a quantidades diferentes de pares ordenados.
| Operação ou hipótese | Regra |
|---|---|
| Complemento | |
| União | |
| Dado que B ocorreu | , com |
| Etapas dependentes | , com |
| A e B independentes | ; conhecer um não altera a chance do outro, quando a condicional está definida |
Eventos mutuamente exclusivos não ocorrem juntos. Se ambos têm probabilidade positiva, exclusão e independência não podem coexistir. Retirada sem reposição modifica a composição; com reposição, a composição é restaurada, mas a independência ainda depende do mecanismo de sorteio e dos eventos considerados.
Em n tentativas independentes com chance p constante, a probabilidade de pelo menos um sucesso é . Como controle da conta, a interseção não excede o menor conjunto/evento; a união não excede o universo/probabilidade 1. Se a soma dos dois totais ultrapassa o universo, alguma sobreposição é obrigatória.
Se formam uma partição, casos disjuntos que cobrem o espaço, e têm probabilidades positivas:
A segunda fórmula, regra de Bayes, exige ainda : a informação A passa a definir a base da comparação. e respondem a perguntas diferentes.
4. Base, pesos e taxas: a ponte quantitativa
“De qual total?” une porcentagem, probabilidade condicional, juros e médias. “O que permanece constante?” decide proporção, trabalho conjunto, mistura e movimento.
| Problema | Modelo que preserva a base |
|---|---|
| Proporção direta | : razão constante |
| Proporção inversa | : produto constante; aumentar uma e diminuir outra não basta para provar o modelo |
| Dividir T na razão a:b:c | Pesos ; cada parte é T vezes seu peso dividido pela soma. Na divisão inversa, use os recíprocos dos pesos positivos. |
| Aumento/desconto de p% | Multiplicar por ou . Para desfazer, dividir pelo fator, quando não nulo. |
| Mudanças sucessivas | Multiplicar os fatores; aumento de 20% seguido de redução de 20% dá fator |
| Variação de uma taxa | De 40% a 50%: 10 pontos percentuais; aumento relativo de |
Juros: identificar o capital antes da taxa
Com capital C, taxa decimal i por período e n períodos na mesma unidade:
| Regime | Montante M | Juros J |
|---|---|---|
| Simples — incidência sempre em C | ||
| Compostos — incidência no saldo acumulado |
Em compra com entrada, o capital financiado é o preço à vista menos a entrada. Se o restante é quitado por uma única parcela futura, compare essa parcela com o saldo financiado. Dividir o encargo pelo preço integral muda a taxa. Não misture meses com taxa anual sem converter segundo o regime e as condições do problema.
Soma ponderada: média, mistura e matriz
Os pesos são não negativos e representam frequências, tamanhos ou participações. Média simples usa pesos iguais; para reunir médias de grupos, seus tamanhos são os pesos. Em mistura de volumes aditivos, sem perda do componente, a concentração final é : conserva-se a quantidade do componente, não a média simples das concentrações.
Em tabela de quantidades Q por setor/produto e vetor-coluna p de preços, Qp é a soma ponderada dos custos por setor; não se divide pela soma dos pesos porque o pedido é total. O mesmo raciocínio “multiplicar correspondentes e somar” aparece no produto matricial.
Taxa e tempo; solução e contexto
- Trabalho uniforme: quem realiza uma tarefa em t unidades de tempo tem taxa . Agentes simultâneos somam taxas quando mantêm as produtividades assumidas; entradas e saídas de reservatório usam sinais opostos.
- Movimento uniforme: . Velocidade média é distância total/tempo total. Em aproximação em sentidos opostos, somam-se velocidades; perseguição no mesmo sentido usa a diferença. Com tempos iguais, pode-se usar a média aritmética das velocidades.
- Mais trabalhadores reduzem o tempo inversamente se quantidade de trabalho, jornada e produtividade individual forem mantidas. Verifique a hipótese antes de montar regra de três.
- Idades avançam pelo mesmo intervalo, preservando diferenças. Número de dois algarismos é , com ; inverter algarismos produz . Solução de equação ainda deve respeitar positividade, integralidade e limites do enunciado.
- Divisão inteira: , com divisor positivo b e . Ciclos usam resto, mas resto zero pode apontar para a última posição de uma numeração iniciada em 1.
- MMC recupera coincidência de ciclos que começam juntos; MDC, maior medida comum que divide quantidades sem sobra. Se os ciclos têm inícios diferentes, considere também esse deslocamento.
- Em sequências, teste diferenças, razões, alternância e regra de recorrência, na qual um termo depende de anteriores. A regra deve explicar todos os dados pertinentes; poucos termos não determinam uma continuação única sem restrições adicionais.
5. Dimensão e escala: o cálculo tem de medir o que foi pedido
O desenho sugere uma organização; paralelismo, perpendicularidade e medidas precisam ser dados ou demonstrados. Antes da conta, distinga contorno, superfície e espaço ocupado.
| Pedido | Recuperação e condição |
|---|---|
| Ângulos | Complementares somam ; suplementares, ; opostos pelo vértice são iguais. Em paralelas cortadas por transversal, correspondentes e alternos são iguais; colaterais são suplementares. |
| Triângulo | Ângulos internos somam . Com lados positivos e c o maior, exige-se . Pitágoras exige ângulo reto, sendo c a hipotenusa, lado oposto a esse ângulo. |
| Polígono simples de n lados | Soma interna , com . Num polígono regular convexo, divida por n para o ângulo interno. |
| Perímetro | Soma dos segmentos da fronteira. Em figura composta, bordas internas comuns não entram; recortes podem aumentar o contorno enquanto reduzem a área. |
| Área | Retângulo ; paralelogramo ; triângulo ; trapézio ; losango , com D e d diagonais. Altura h é perpendicular à base. Decomponha sem dupla contagem ou subtraia recortes. |
| Circunferência e círculo | Diâmetro ; comprimento ; área . Arco e setor correspondentes a ângulo central em graus usam a fração do comprimento e da área, respectivamente. |
| Tangência e coroa circular | Circunferências tangentes externamente têm distância entre centros . Coroa entre círculos concêntricos de raios tem área , não . |
| Volume | Prisma/cilindro: ; pirâmide/cone: , com área da base e h altura perpendicular. No cilindro/cone circular, ; no paralelepípedo retângulo, . |
| Área de superfície | Some somente as faces existentes. Prisma reto: lateral , com perímetro da base; cilindro circular reto: lateral . Acrescente as bases efetivamente presentes. |
A razão linear controla outras dimensões
Figuras semelhantes preservam ângulos e têm medidas lineares correspondentes proporcionais. Se a passagem da figura 1 para a 2 multiplica comprimentos por , multiplica perímetros por k, áreas por e volumes por . Tales exige paralelismo e correspondência correta dos segmentos.
Na escala desenho:real = 1:n, passar do desenho ao real multiplica comprimentos por n e áreas por ; volumes de modelos semelhantes, por . O sentido inverso divide pelos mesmos fatores.
Ponte com taxas: num cone reto invertido, com base horizontal e vértice para baixo, a água até altura h forma cone semelhante ao total de altura H; assim, a fração do volume é . Com vazão constante, o tempo para acrescentar líquido é proporcional ao volume acrescentado. Ao encher desde vazio, atingir metade da altura não consome metade do tempo total; num prisma de seção horizontal constante, a relação altura/volume é linear.
Unidade linear elevada ao quadrado vira área; ao cubo, volume:
Uma hora contém 60 minutos: duas horas e quinze minutos são horas. Converta antes de combinar medidas.
6. Matrizes: posições, restrições e composição
Em , m conta linhas e n conta colunas; ocupa linha i, coluna j. Rotule eixos e unidades. Padrão em quadro pede uma regra que explique as posições relevantes; operação matricial tem definição própria.
| Decisão | Recuperação |
|---|---|
| Regra por casos | Primeiro compare os índices, por exemplo , , ; depois aplique a fórmula daquele caso. Não confunda índice com valor da entrada. |
| Contar entradas com uma propriedade | Conte pares dentro de , . Uma condição sobre seleciona posições; respeite os limites de linhas e colunas. |
| Igualdade, soma e subtração | Exigem mesma ordem; compare/opere entradas correspondentes. Igualdade pode produzir equações simultâneas para as incógnitas. |
| Escalar — número que multiplica a matriz | Multiplica todas as entradas. Aumento de 10% produz ; o acréscimo sozinho é . |
| Transposta | troca linhas e colunas: ; ordem passa a . |
| Produto | existe e tem ordem . Cada entrada é linha da primeira vezes coluna da segunda, somando os produtos. |
Dimensões internas coincidem; externas dão a ordem final. O produto não é feito posição a posição. Em geral, , e AB existir não garante que BA exista. A matriz identidade tem 1 na diagonal principal e 0 nas demais entradas; com ordens compatíveis, e . Potência exige matriz quadrada.
Na aplicação a vetores-coluna, o fator mais à direita atua primeiro: . A ordem representa etapas do processo. Em Qp, por exemplo, quantidades por produto combinam-se com preços por produto para dar custos por setor; rótulos e unidades confirmam o produto adequado.
Quadros com somas de linhas/colunas e números distintos retomam as estruturas lógicas: todas essas condições valem juntas. Propague as somas e exclua valores já usados somente se a distinção for exigida.
Última decisão antes de marcar
Traduzi a força do comando? Possível ou necessário; algum ou todos; “não ambos” ou nenhum. Fixei a base? Universo condicionado, capital financiado, soma dos pesos. Respeitei as hipóteses? Ordem/repetição, independência, paralelismo, ângulo reto, dimensões matriciais. Voltei ao enunciado? A configuração e o resultado precisam satisfazer todas as condições, com unidade e sentido corretos.
Abrangência
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Referências
Recorte e documentos do concurso
- Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos. Edital nº 1, de 6/7/2026 — Tribunal de Contas do Estado do Maranhão, item 14.2.3, bloco Raciocínio Lógico. Edital nº 2, de 29/7/2026 e abertura consolidada após essa retificação. Escopo comum dos grupos consumidores de Analista Administração e Técnico Administrativa; a versão consolidada indicada não incorpora automaticamente atos posteriores.
- Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos. Edital nº 3, de 10/8/2026; Diário Oficial Eletrônico nº 3073/2026, de 17/8/2026, páginas 76–77. Retificação documental e de aplicação de disciplinas, sem mudança identificada no bloco de Raciocínio Lógico.
Documentação conferida em 22–23/09/2026. Consulta, data do ato e publicação são datas distintas. Os cortes e decisões comuns estão registrados no arquivo da campanha; não há atualização legislativa a projetar sobre as regras matemáticas desta revisão. O índice dinâmico da banca não forneceu relação integral extraível de atos posteriores: a conferência acima não equivale a certificar sua inexistência.
Fundamentos e relações entre os assuntos
- Universidade da Califórnia, Berkeley. Constraint Satisfaction Problems. Variáveis, domínios e restrições simultâneas; configuração válida como solução completa. Consulta em 23/09/2026.
- Open Logic Project. forall x: Calgary — An Open Introduction to Formal Logic. Argumentos, validade, tabelas-verdade e quantificação. Referência de base consultada em 03/09/2026.
- SILVA, Clayton Eduardo Lente da. Noções básicas de lógica e conjuntos. Universidade Federal de Rondonópolis, versão 1.1, maio/2026, seções 2.7–2.9 e 3.5–3.6. Equivalências, quantificadores e ponte com operações de conjuntos. Consulta em 23/09/2026.
- Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Lógica proposicional. Conectivos, formalização e equivalências. Referência de base consultada em 03/09/2026.
- Universidade de Évora. Sintaxe da lógica de primeira ordem, interpretação e consequência semântica. Termos, funções, predicados, domínio, satisfação e contramodelos. Sintaxe reconferida em 23/09/2026; demais referências de base consultadas em 03/09/2026.
- HOLANDA, Vinícius da Silva; MUNIZ NETO, Antonio Caminha. Noções básicas — parte 1. Portal da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas. Página 1, observação 1: repetição não altera conjunto; páginas 4–5: operações e contagem de uniões. Consulta em 23/09/2026.
- BEZERRA, Maria de Nazaré Carvalho. Análise combinatória e probabilidade. Universidade Federal do Pará, 2018. Contagem, permutações e combinações. Referência de base consultada em 03/09/2026.
- OpenStax. Contemporary Mathematics — Counting and Probability. Ordem, escolhas, espaço amostral, equiprobabilidade e condicionamento. Consulta em 23/09/2026.
- LACOIN, Hubert. Probabilidade I (Remix). Instituto de Matemática Pura e Aplicada, seção 6.1, especialmente regra de Bayes, página numerada 115. Condicionamento em evento de probabilidade positiva e decomposição por partição. Consulta em 23/09/2026.
- Instituto de Matemática Pura e Aplicada, Portal da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas. Razões e Proporções e Sistemas de Medidas e Medidas de Tempo. Proporcionalidade e unidades. Referências de base consultadas em 03/09/2026.
- Instituto de Matemática Pura e Aplicada, Portal da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas. Juros simples e compostos, seções 2–3. Base de incidência, taxa e tempo. Consulta em 23/09/2026.
- Clubes de Matemática da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas. Divisão Euclidiana. Relação entre dividendo, divisor, quociente e resto. Consulta em 23/09/2026.
- Instituto de Matemática Pura e Aplicada, Portal da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas. Elementos Básicos de Geometria Plana — Parte 1, Semelhança de Triângulos e Teorema de Tales e Relações Métricas em Triângulos Retângulos. Hipóteses geométricas, proporcionalidade e Pitágoras. Referências de base consultadas em 03/09/2026.
- Instituto de Matemática Pura e Aplicada, Portal da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas. Geometria Espacial 2 — Volumes e Áreas, teorema 3 e seção seguinte. Razões de volumes e áreas em sólidos semelhantes. Consulta em 23/09/2026.
- Instituto Federal de Santa Catarina. Álgebra Linear: Matrizes. Índices, ordem e operações. Referência de base consultada em 03/09/2026.
- Universidade de São Paulo, Instituto de Matemática e Estatística. Sistemas Lineares e Matrizes — Multiplicação entre Matrizes. Dimensões, soma linha × coluna, identidade e não comutatividade. Consulta em 23/09/2026.
Provas usadas como contraprova
Texto, comando, alternativas ou julgamento e gabarito definitivo dos itens abaixo foram conferidos em 23/09/2026. A seleção verifica distinções e relações da revisão; não representa revalidação externa integral de todos os bancos. Não foram acrescentadas questões anteriores.
- Fundação Getulio Vargas. Banco do Estado do Espírito Santo, Técnico Bancário, 2023, tipo 1, questão 21. Caderno e gabarito definitivo. Verdade necessária de uma proposição versus mera compatibilidade de uma atribuição.
- Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos. Polícia Civil de Rondônia, Técnico em Necropsia, 2022, questões 17–18. Caderno e gabarito definitivo. Mesma condicional sob comandos de negação e equivalência.
- Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos. Câmara dos Deputados, Policial Legislativo, 2026, item 42. Caderno e gabarito definitivo. Negação de condicional com quantificação existencial.
- Fundação Getulio Vargas. Tribunal de Justiça de Roraima, Analista Judiciário — Estatística, 2024, tipo 1, questões 39 e 41. Caderno e gabarito definitivo, versão 3. Pares ordenados equiprováveis, união/interseção e independência.
- Fundação Getulio Vargas. Senado Federal, Advogado, 2022, tipo 2, questão 17. Caderno e gabarito definitivo. Relação entre semelhança, volume em cone e vazão constante.
- Fundação Getulio Vargas. Vitória, Analista em Gestão Pública — Administrador, 2024, tipo 1, questão 20. Caderno e gabarito definitivo. Contagem de posições de matriz a partir dos índices e de seus limites.