Reescrita por gênero e formalidade — revisão rápida
Regra-mãe
Preserve a mensagem; adapte a situação de uso.
Uma boa reescrita precisa passar por três portões:
- fidelidade — não inventa, não apaga, não fortalece;
- correção — respeita as convenções exigidas;
- adequação — funciona para destinatário, finalidade, gênero e registro.
Mapa da situação
Antes de reescrever, pergunte:
- quem enuncia?
- para quem?
- para quê?
- em qual gênero?
- em qual suporte?
- com qual grau de formalidade?
O que não pode desaparecer
Preserve:
- fatos e participantes;
- datas, números e condições;
- fonte da informação;
- negação e ressalvas;
- causa, condição e concessão;
- modalidade:
pode≠vai;recomenda-se≠é obrigatório.
Gênero ≠ tipo ≠ suporte
- gênero: aviso, notícia, relatório, ata etc.;
- tipo/sequência: narração, exposição, argumentação, injunção etc.;
- suporte: site, mural, aplicativo, papel.
Mudar o gênero muda a hierarquia da informação, não a verdade dos fatos.
Formalidade
- formal não significa rebuscado;
- informal não significa automaticamente incorreto;
- profissão não define sozinha o registro;
- clareza e precisão são compatíveis com formalidade.
a gente vai enviar → nós enviaremos exige ajuste de concordância.
Transformações típicas
Fala → escrita: retire hesitações sem apagar incerteza; explicite aqui/hoje/amanhã somente quando o dado for conhecido.
Técnico → público: explique o jargão indispensável; não apague precisão.
Registro interno → aviso: priorize impacto, data, duração estimada e ação do destinatário.
Informativo → injuntivo: converta informação em orientação sem transformar recomendação em obrigação.
Opinião → informativo: mantenha a avaliação atribuída a quem a formulou.
Método de prova
Comando → inventário → situação-alvo → transformação → três portões.
Pegadinha clássica: tornar o texto “mais formal” e, no processo, transformar possibilidade em certeza ou avaliação atribuída em fato.