12. Geomorfologia, geologia, recursos minerais e relevo maranhense

Estrutura geológica, processos geomorfológicos, recursos minerais e classificação do relevo maranhense em planaltos, planícies, baixadas e demais unidades.

Geomorfologia, geologia, recursos minerais e relevo maranhense

Substrato → processo → forma

PerguntaResposta que localiza o conceito
GeologiaQue materiais e estruturas (camadas, fraturas) sustentam a paisagem? A ampla Bacia Sedimentar do Parnaíba predomina; no noroeste, Fragmento São Luís e Cinturão Gurupi são terrenos antigos; costa tem depósitos recentes e Grupo Barreiras. Bacia geológica não é bacia hidrográfica (área drenada por um rio).
GeomorfologiaComo a forma muda? Intemperismo altera no lugar; erosão remove e transporta; sedimentação deposita. Resistência desigual das camadas favorece chapadas e mesas; rios e mar acumulam nas planícies, vento forma dunas.
RelevoQual forma ficou? Costa: planície, Baixada Maranhense (campos inundáveis e outras feições), Golfão, Lençóis de dunas e lagoas sazonais. Interior: tabuleiros, vales e chapadas; sul: Chapada das Mesas e das Mangabeiras; noroeste: terrenos antigos mais recortados. Rocha sedimentar não exige superfície plana.
FormaGatilho correto
PlanaltoSuperfície relativamente elevada perante áreas vizinhas em pelo menos uma borda; altitude absoluta, inclinação e grau de recorte variam. A leitura tradicional associa denudação predominante, mas ela não é critério universal isolado na classificação em desenvolvimento.
PlanícieRelevo predominantemente plano em depósitos recentes, com acumulação relevante; não significa ausência total de erosão.
Depressão/baixadaDepressão é relativamente rebaixada perante o entorno, não abaixo do nível do mar; baixada é designação regional de terras baixas com formas diversas.
Chapada/mesa/tabuleiro/dunaChapada tem topo tabular e bordas; mesa é remanescente menor; tabuleiro é superfície tabular baixa ou moderada; duna é areia acumulada pelo vento.

Mapa espacial mínimo: Parnaíba = predomínio sedimentar; São Luís–Gurupi = noroeste antigo; costa = deposição e dunas; sul/sudoeste = chapadas. A escala e a taxonomia do mapa podem mudar as subdivisões. O relevo pode ser controlado pela litologia (natureza da rocha), mas não somente por ela; clima, estrutura, drenagem e tempo também atuam.

Potencial mineral não é extração

Associação geológicaSubstância ou indicação
São Luís–GurupiOuro.
Formação CodóCalcário e gipsita (matéria-prima do gesso).
Depósitos sedimentares/fluviaisAreia, argila e cascalho.
Bacia do ParnaíbaGás natural em campos terrestres; não em toda a bacia.

Ocorrência é indício; recurso exige concentração e perspectiva razoável de aproveitamento; reserva é parcela com viabilidade de lavra após fatores técnicos, econômicos, ambientais e jurídicos; produção é extração efetiva no período. Porto que embarca minério de outra unidade federativa não comprova lavra maranhense.