Preservação, conservação e restauração de documentos de arquivo
1. Um processo rasgado e úmido: limpar, reparar ou isolar?
Caso inteiramente hipotético: durante uma inspeção, uma unidade de arquivo encontra um processo em papel com bordas rasgadas, odor de umidade e manchas suspeitas. Há um pedido urgente de consulta. Três propostas surgem: borrifar desinfetante, colar os rasgos com fita comum ou manter o documento protegido, restringir seu manuseio e solicitar avaliação técnica.
A terceira é o ponto de partida seguro. Não se conhece ainda o estado das fibras, a estabilidade da tinta, a existência de fungos ativos ou o risco para quem manipulará o processo. Limpar, colar ou aplicar produtos antes do diagnóstico pode destruir informações que se pretendia salvar.
A escolha exige distinguir três ideias que se complementam:
- Preservação: conjunto mais amplo de políticas, recursos, decisões e ações para manter a integridade dos documentos e a possibilidade de acesso. Inclui planejamento, organização, segurança, conservação e, quando necessária, restauração.
- Conservação: ações para retardar a deterioração ou estabilizar o estado dos documentos, como controle de fatores de risco, higienização tecnicamente adequada e reparos limitados. Pode incluir prevenção e atuação sobre dano em curso.
- Restauração: intervenção especializada em documento já danificado, buscando estabilizar ou, quando viável, atenuar/reverter efeitos de danos físicos ou químicos, sem apagar características originais, históricas e documentais. Não significa reconstruir perfeitamente um original perdido.
Essas definições seguem o vocabulário do manual Como fazer conservação preventiva em arquivos e bibliotecas (Cassares e Moi, 2000). As categorias se sobrepõem: uma restauração é parte do esforço de preservação; um pequeno reparo pode ser técnica de conservação; e uma política de preservação não se reduz a “restaurar tudo”.
Pergunta que organiza a unidade: qual risco existe, que dano já ocorreu, o que deve ser prevenido ou estabilizado e qual é a menor intervenção segura que mantém também o valor de prova do documento?
2. O que faz um registro se deteriorar?
Para conservar é preciso compreender o mecanismo, não decorar uma lista de inimigos do papel. Em documentos comuns de papel, o suporte é constituído principalmente por fibras de celulose. Quando suas cadeias químicas se degradam, o papel pode amarelar, perder flexibilidade, tornar-se quebradiço e rasgar com facilidade. A acidez e a oxidação contribuem para isso; nem toda mudança de cor, porém, revela por si só uma causa única.
Quatro grupos de fatores ajudam a interpretar a situação:
- Químicos e internos: acidez do suporte ou de materiais em contato, oxidação e reações de tintas, colas e produtos anteriormente aplicados. Há deterioração que continua mesmo depois de guardado o documento num armário limpo.
- Ambientais: calor, água, flutuações de umidade, luz e poluentes podem acelerar a degradação ou gerar manchas e deformações. A gestão física do depósito e da caixa foi estudada em acondicionamento e armazenamento; aqui interessa o efeito sobre o suporte e a decisão de conservação.
- Biológicos: fungos, insetos e roedores provocam danos; umidade e sujeira podem favorecer crescimento e infestação. Mancha antiga não comprova, sozinha, infestação ativa; diagnóstico e medidas de proteção são necessários.
- Mecânicos e humanos: dobras, rasgos, pressão, atrito, excesso de manuseio, grampos corroídos, fitas e adesivos inadequados. Uma tentativa de reparo pode se tornar um novo agente de deterioração.
Exemplo hipotético, seguindo o caso inicial: não basta trocar a pasta do processo rasgado. Se a origem da umidade persistir, a degradação continuará; se a tinta estiver solta, esfregar com pincel poderá apagar escrita; se o papel estiver frágil, puxar o grampo pode arrancar parte da folha. A conservação começa por identificar causa, estado e sensibilidade.
| Sinal observado | Hipóteses que exigem avaliação | Conduta prudente inicial |
|---|---|---|
| Amarelamento e fragilidade | Acidez, oxidação e outros fatores cumulativos | Registrar estado e reduzir agressões; tratamento químico só após diagnóstico |
| Ondulações/manchas após umidade | Exposição à água, secagem desigual, possíveis alterações da tinta | Corrigir origem da água, proteger e consultar equipe técnica |
| Pontos semelhantes a fungos | Crescimento ativo ou vestígio antigo; risco ao suporte e à saúde | Restringir manuseio, avaliar isolamento e encaminhar para diagnóstico |
| Bordas rasgadas e partes desprendidas | Trauma mecânico e fragilidade do suporte | Apoiar sem forçar o papel e decidir reparo por profissional capacitado |
| Marcas de fita ou metal | Adesivo degradado, oxidação ou remoção anterior inadequada | Não raspar nem aplicar solventes domésticos; avaliar intervenção |
Não classifique uma mancha como “mofo ativo” sem exame; não confunda estética de papel amarelado com comprovação de inutilidade documental.
3. Primeiro prevenir: escolha o risco que pode ser reduzido sem tocar no documento
Conservação preventiva prioriza reduzir riscos antes de precisar atuar diretamente sobre cada peça. Para a instituição, isso normalmente exige decisões integradas:
- identificar conjuntos, condição e prioridades, considerando valor, fragilidade, exposição a riscos e necessidade de acesso;
- registrar inspeções, controlar fontes de água, calor, luz, sujidade e pragas, e prever manutenção do prédio;
- usar técnicas seguras de guarda e consulta, treinar equipes, estabelecer regras de manuseio e limitar deslocamentos desnecessários;
- evitar intervenções caseiras e prever encaminhamento para conservação especializada;
- organizar plano de emergência e recuperação sem perder a identificação e a proveniência dos conjuntos.
Essas medidas alcançam documentos correntes, intermediários e permanentes. A fase do arquivo define uso e destinação; não impede que uma peça corrente mereça cuidado. A proteção permanente deve ser planejada para conjuntos avaliados como de guarda permanente, mas não é o ato de restaurar que muda prazo ou destinação.
O manual de Cassares e Moi demonstra por que treinamento, monitoramento do ambiente e higiene constituem um programa de conservação, não simples compra de equipamentos. O Conarq (2005) também integra segurança, manuseio e condições ambientais na preservação.
Trilha de decisão: identificar → avaliar risco e suporte → reduzir causa → verificar se há dano ativo → decidir se cabe higienização/reparo ou restauração → documentar e acompanhar. Sem diagnóstico, a intervenção não fica mais correta por ser rápida.
4. Higienização: remover sujeira não é lavar o documento
A higienização documental procura retirar partículas e depósitos que aceleram a deterioração sem comprometer o suporte ou o registro. Em materiais de papel apropriados e avaliados como estáveis, a limpeza superficial a seco com equipamentos específicos pode ser indicada. Isso é diferente da limpeza do chão, das estantes ou da eliminação de microrganismos.
O procedimento começa por examinar o documento. O manual de Cassares e Moi orienta avaliar individualmente a possibilidade de limpar: tintas pulverulentas (que se soltam como pó), grafite, pastel seco, papéis muito frágeis, mapas coloridos à mão, fotografias e peças contaminadas podem exigir métodos diferentes ou não admitir a limpeza mecânica habitual.
Regra de leitura para a prova:
- Sujidade solta em suporte estável: pode comportar higienização superficial realizada por pessoa treinada e com método adequado.
- Tinta que se desprende, folha quebradiça ou marcas de umidade: limpeza aparentemente leve também pode causar perda; interromper e avaliar.
- Suspeita de fungos ou infestação: controlar o risco, restringir a manipulação e recorrer a orientação especializada. Espalhar poeira ou esporos pelo depósito amplia o problema.
- Mancha impregnada, cola antiga ou alteração química: esfregar a seco não corrige necessariamente; não improvisar com água, alvejante, álcool, solvente ou borracha escolar.
Desmetalização significa retirar elementos como grampos e clipes para evitar novas perfurações e corrosão; não é tarefa automaticamente segura. Em papel frágil, a retirada pode exigir suporte e ferramentas adequados, depois de avaliação. Desinfestação trata a presença de insetos; desinfecção busca combater microrganismos. São problemas e tratamentos distintos, cujo controle especializado não se reduz a pulverizar produto químico em documentos.
A higienização contribui para conservar, mas não equivale a restaurar uma parte perdida nem a recuperar tinta apagada. Um procedimento simples feito sem treino pode causar dano irreversível.
5. Quando já houve dano: estabilizar antes de “deixar bonito”
Uma intervenção direta deve partir de um diagnóstico do documento concreto. Perguntas básicas: a folha ainda suporta manuseio? A escrita está aderida? O rasgo ameaça avançar? Existem fragmentos associados à peça? Qual suporte, tinta, papel ou adesivo será afetado? Há histórico de tratamento? O documento tem valor probatório, marcas materiais ou características que precisam permanecer evidentes?
Reparos limitados e restauração especializada
Pequeno reparo de conservação: estabiliza dano delimitado, por exemplo, uma borda ou folha rasgada que ameaça desprender-se, quando o suporte e a técnica permitem. Mesmo “pequeno”, precisa de materiais apropriados, capacitação e registro.
Restauração: abrange tratamento mais complexo ou especializado para danos existentes, buscando recuperar estabilidade e condições de uso sem falsificar o documento. A publicação técnica do Conarq (2024), voltada a arquivos de arquitetura, ilustra procedimentos que exigem pessoal habilitado:
- Consolidação de rasgos ou reforço de bordas: devolver resistência localizada, com material compatível e intervenção documentada.
- Planificação: corrigir, quando tecnicamente possível, dobras ou deformações. Não significa passar ferro ou prensar indiscriminadamente documento úmido.
- Obturação/reintegração de suporte: completar lacunas materiais com polpa ou papel apropriado, sem fingir que o conteúdo textual perdido foi encontrado.
- Velatura: reforço com folha ou tecido no verso; também aparece como modalidade de laminação na fonte de 2024, exigindo avaliação cuidadosa de material e aderência.
- Desacidificação: tratamento especializado para reduzir efeitos da acidez em suporte apropriado, conforme compatibilidade com tinta e outros componentes. Não faz documento degradado voltar automaticamente ao estado original, nem se aplica indiscriminadamente a todo papel amarelado.
Recompor fisicamente uma lacuna não recupera palavras desaparecidas. Reescrever nome, data, assinatura ou teor supostamente original por dedução adulteraria a evidência documental. O mesmo vale para apagar sinais históricos de uso ou de intervenções anteriores sem avaliação e registro.
Uma fita adesiva doméstica pode colar as duas partes hoje, mas envelhecer, manchar, tornar a remoção difícil e agravar o rasgo. Materiais de qualidade arquivística e adesivos com remoção tecnicamente possível são escolhas de especialistas; não há receita única de cola, papel, calor ou solvente válida para todos os suportes.
6. Quatro critérios para não transformar recuperação em dano
As diretrizes do Conarq de 2024 para documentos de arquitetura apresentam princípios de intervenção compatíveis com o raciocínio conservativo geral. Devem ser aplicados segundo o suporte e a instituição, não como licença universal para executar tratamentos.
- Intervenção mínima: realizar o indispensável para estabilizar e permitir uso seguro; não substituir mais material original do que o necessário.
- Compatibilidade: materiais e métodos não devem reagir de forma nociva com o papel, a fotografia, a tinta ou o suporte específico.
- Reversibilidade, quando tecnicamente possível: preferir procedimentos que permitam revisão ou retirada futura com segurança, sem prometer reversão absoluta de qualquer tratamento.
- Distinguibilidade e registro: a intervenção pode ser reconhecida como posterior sem confundir reparo com parte original; registrar estado anterior, finalidade, técnica, materiais, responsável e resultado.
Esses critérios enfrentam uma tentação comum: restaurar para parecer novo. Para um documento arquivístico, sinais materiais, contexto, autenticidade e integridade interessam tanto quanto a legibilidade. O especialista deve justificar quando intervir e também quando não intervir.
Uma película transparente resolve tudo?
Encapsulação é, em situações apropriadas, o acondicionamento de um documento entre folhas de filme de poliéster, unidas nas bordas sem colar o próprio documento. Pode facilitar proteção e manipulação, mas é inadequada para certas técnicas de registro que soltam partículas (como desenhos a carvão ou pastel seco) e pode agravar problemas de documentos úmidos ou materiais quimicamente instáveis. A diretriz do Conarq (2024) explicita essas exceções nos desenhos de arquitetura.
Não confunda com colagem de películas diretamente sobre o documento ou com a velatura, que aplica reforço no verso. A palavra laminação tem usos técnicos diferentes; numa questão, observe onde fica o material de reforço e se ele adere ao original, em vez de concluir que qualquer plástico transparente é restauração segura. A discussão completa de suportes e reprodução tecnológica pertence ao assunto seguinte.
7. Água, incêndio e fungos: como decidir num sinistro?
A Resolução nº 34/2012 do Conarq aprova recomendações para salvamento de arquivos atingidos por água e propõe sua adoção aos integrantes do SINAR. A formulação do art. 2º importa: não transforme recomendação técnica em obrigação idêntica e automática a todo órgão estadual. O guia de 2012 serve para orientar prioridades, não para autorizar servidores sem preparo a aplicar um procedimento a qualquer mídia.
Cenário hipotético: uma tubulação rompe-se e molha parcialmente caixas de processos, fotografias e mídias magnéticas. O erro inicial é resgatar tudo indiscriminadamente, sem proteger pessoas, identificar séries ou avaliar a diferença entre suportes.
A ordem de raciocínio é:
- Segurança humana e controle da causa: impedir acesso a área insegura e acionar equipes responsáveis por instalações, energia e riscos; não entrar em local inundado sem avaliação e proteção apropriadas.
- Acionar o plano e especialistas: comunicar o sinistro, identificar equipe de resposta e providenciar local controlado para avaliação, sem ampliar a área contaminada.
- Registrar e manter contexto: identificar conjuntos atingidos, localização e prioridades; documentar movimentações, inclusive rótulos e ordem anterior, antes de separar ou substituir recipientes.
- Estabilizar e triar por suporte/estado: retirar do risco somente com segurança e método; documentos de papel, fotografias, filmes e mídias eletrônicas demandam tratamentos distintos.
- Acompanhar secagem/tratamento e retorno: a recuperação requer avaliação técnica e condições ambientais seguras; registrar danos, intervenções e destino de cada conjunto.
Água favorece deformações, desprendimento de tintas e desenvolvimento biológico. Não secar com sol direto, ferro, aquecedor ou outra técnica improvisada; a adequação da secagem, da separação de folhas e, em certas situações, do congelamento emergencial depende do material, da extensão do acidente e da equipe habilitada. Em documento encharcado, abrir folhas aderidas à força pode destruir evidências. A resposta deve ser ágil, sem confundir urgência com ausência de método.
O tratamento de fungos e insetos pode oferecer riscos de disseminação e exposição humana. Isolamento, controle da causa e apoio especializado precedem produtos ou manipulação intensiva; não generalize receitas químicas.
8. Preservar também significa manter acesso e prova
Cópias de consulta e reprodução digital podem diminuir o manuseio repetido de um original frágil. Isso é uma estratégia de preservação do uso, não garantia de que o suporte original possa ser descartado. A eliminação de documentos públicos segue avaliação, tabela e autorização competentes, tema da unidade de temporalidade.
Igualmente, restaurar um papel não muda sua classe documental nem seu prazo. Se o arquivo contém registro de uma atividade pericial, o tratamento não pode romper a identificação, a sequência, os anexos e as relações entre documentos. Mesmo que a legibilidade melhore, a procedência e o histórico das intervenções devem ser rastreáveis.
Para documentos produzidos digitalmente, preservar envolve autenticidade, integridade, organização, acesso e dependência de tecnologias; restauração física de papel não equivale à recuperação de um arquivo eletrônico. O item sobre tipologias, microfilmagem e automação tratará dos procedimentos e conceitos específicos. Não suponha que uma digitalização certifica autenticidade nem que uma cópia de segurança resolve todas as exigências arquivísticas.
A Lei nº 8.159/1991 protege os documentos de arquivo e diferencia sua gestão e destino; não fornece uma receita de restauração. Os manuais e recomendações apresentados nesta unidade são fontes técnicas com âmbito próprio, não tabelas de prazos para o Maranhão.
9. Como reconhecer a alternativa correta
Quando a questão trouxer um dano documental, procure primeiro causa, estado do suporte, risco de intervenção e objetivo do tratamento:
- “Preservar significa apenas reparar documentos rasgados.” Não: inclui políticas e prevenção.
- “Conservação só ocorre antes do dano; qualquer reparo já é restauração.” Não: conservação pode incluir estabilização e pequenos reparos.
- “Restauração devolve o original exatamente ao estado de fábrica.” Não: visa estabilizar ou atenuar danos respeitando evidência e história.
- “A limpeza a seco é segura em todo documento.” Não: tinta solta, papel quebradiço e contaminação exigem cautela.
- “Papel amarelo deve sempre receber banho químico.” Não: diagnosticar suporte e compatibilidade antes.
- “Reintegração de uma lacuna permite preencher qualquer palavra ausente.” Não: suporte recomposto não comprova conteúdo perdido.
- “Encapsulação e colagem de plástico são a mesma coisa.” Não: a posição e a aderência do material importam.
- “A melhor restauração é a que não pode ser percebida.” Não necessariamente: distinguibilidade e registro protegem a autenticidade.
- “Depois de um alagamento, a velocidade justifica calor intenso e improvisação.” Não: pessoas, triagem, contexto e procedimento técnico são prioritários.
Retorne ao caso inicial: o servidor encontra o processo fragilizado, úmido e rasgado. Sua tarefa imediata não é escolher a melhor cola. É reduzir o risco, preservar a identificação, avaliar estado e saúde, acionar competência técnica e documentar a decisão, para que a intervenção eventualmente necessária não destrua justamente a informação que se quer manter.
Referências
Referências — Preservação, conservação e restauração de documentos de arquivo
Fontes primárias e técnicas verificadas em 8 de outubro de 2026. Cargo exclusivo: Agente de Perícia Criminal — Generalista. Corte legislativo do edital: 17 de julho de 2026. Todos os atos normativos citados no conteúdo são anteriores ao corte; páginas consultadas depois dele não alteram a data de vigência. Recomendações técnicas e instrumentos de outros órgãos não são automaticamente procedimentos obrigatórios do Maranhão.
Programa, lei e fundamentos
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Cebraspe. Perícia Oficial do Maranhão — Edital nº 1, de 17 de julho de 2026, consolidado até o Edital nº 3. Cargo 1, Generalista; Arquivologia: item 4, preservação e conservação de documentos de arquivo, e a parcela de preservação, conservação e restauração do item 5. A parcela do item 5 sobre tipologias, suportes, microfilmagem e automação permanece na unidade seguinte; não se duplica o aceite desse item. https://cdn.cebraspe.org.br/concursos/PERICIA_OFICIAL_MA_26/arquivos/4D20E2DA7DBC1641876662EB9AA0D7675004148D54B063FCBFE7EFC58355E6C2.pdf
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Brasil. Lei nº 8.159, de 8 de janeiro de 1991, texto atualizado da Câmara dos Deputados. Arts. 1º–3º (proteção e gestão arquivística), 7º–10 (fases, guarda permanente e eliminação) e 21 (organização de arquivos em cada esfera). A lei não é manual de limpeza nem fixação de produtos ou técnicas restaurativas. https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1991/lei-8159-8-janeiro-1991-322180-normaatualizada-pl.html
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CASSARES, Norma Cianflone; MOI, Cláudia (colaboração). Como fazer conservação preventiva em arquivos e bibliotecas. São Paulo: Arquivo do Estado / Imprensa Oficial, 2000. Projeto Como Fazer, v. 5, 80 p., ISBN 85-86726-21-4. Publicação integral disponibilizada pela Associação de Arquivistas de São Paulo (arquivo digital de 36 páginas duplas). Consultadas as seções: “Conceitos” (p. 12); “Fatores de deterioração” (p. 13–24); “Conservação: critérios de intervenção” (p. 25–26); “Higienização” (p. 26–33); “Pequenos reparos” (p. 33–35); “Acondicionamento/Armazenamento” (p. 35–37). Distingue preservação como política ampla, conservação como estabilização e restauração como tratamento de dano adquirido. Apoia os limites de higienização, treino, materiais compatíveis e cautela com tintas frágeis. É manual técnico, não norma legal estadual. https://www.arqsp.org.br/arquivos/oficinas_colecao_como_fazer/cf5.pdf
Critérios de intervenção e emergências
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Conarq. Diretrizes para o tratamento técnico de arquivos relacionados com a arquitetura e o ambiente construído. Aprovadas pela Resolução nº 56, de 15 de outubro de 2024. Seção de conservação e restauração, especialmente páginas 55–63 da publicação: identificação de danos; higienização e desmetalização; procedimentos especializados de restauração (obturação/reintegração, reforço de bordos, velatura e tratamentos contra acidez); mínima intervenção, compatibilidade, reversibilidade, distinguibilidade e registro; encapsulação e suas exceções em técnicas de registro sensíveis à estática. Os exemplos vêm de documentos de arquitetura, utilizados como ilustrações técnicas e não transplantados como tratamento genérico de todo suporte. https://www.gov.br/conarq/pt-br/legislacao-arquivistica/resolucoes-do-conarq/Diretrizes_ctc_Arquitetura_Resolucao_56_Conarq_2024_10_15.pdf
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Conarq. Recomendações para o resgate de acervos arquivísticos danificados por água. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional/Conarq, 2012, publicação de 19 páginas de conteúdo técnico (arquivo digital de 21 páginas com elementos preliminares). Consultadas seções 3–5: condutas não recomendadas, segurança das equipes, coordenação e inventário de conjuntos atingidos, procedimentos por suporte, estabilização ambiental e plano para desastres. Não se generalizam técnicas de salvamento de papel a filmes, fotografias ou mídias magnéticas. https://www.gov.br/conarq/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/Recomendacoes__resgate_acervos_completa.pdf
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Conarq. Resolução nº 34, de 15 de maio de 2012. Art. 1º aprova as recomendações de resgate de acervos arquivísticos danificados por água; art. 2º propõe sua adoção aos integrantes do SINAR. A terminologia da resolução foi preservada para não converter a proposta em imposição automática indistinta ao Maranhão. https://www.gov.br/conarq/pt-br/legislacao-arquivistica/resolucoes-do-conarq/resolucao-no-34-de-15-de-maio-de-2012
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Conarq. Recomendações para a produção e o armazenamento de documentos de arquivo. Rio de Janeiro: Conarq, 2005, 20 p. Apoio complementar às fronteiras de conservação preventiva, segurança, manuseio e ambiente. O detalhamento de caixas, mobiliário e clima está concentrado na unidade U090. https://www.gov.br/conarq/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/recomendaes_para_a_produo.pdf
Proveniência editorial e limites de aceite
- Unidade: nova/local, sem
vinculo.json, consumidor exclusivo Cargo 1 — Generalista. Destinosrc/content/assuntos/pericia-ma-2026-agente-criminal-generalista/conhecimentos-especificos/arquivologia/preservacao-conservacao-restauracao-documentos/,storageId: per-u091, ordem 910. O quadro 5.2 do mestre e as consultas àmainnão identificaram pacote completo com recorte equivalente na biblioteca, Perícia, PC, SEAP ou TCE; menções incidentais à conservação em almoxarifado e gestão documental não autorizam cópia ou vínculo. - Problema/intervenção/ganho: confusão entre política de preservação, conservação que pode tratar dano em curso e restauração especializada. Aula começa por processo hipotético deteriorado, constrói mecanismo químico/biológico/físico, decisão de higienização, limite de reparos e princípios éticos, e aplica o mesmo raciocínio ao resgate por água. Cheat sheet recupera distinções sem reaprender a aula; questões autorais exigem aplicação e identificação de condutas seguras, não atribuições falsas.
- Fronteiras: U090 = proteção por acondicionamento, mobiliário e ambiente; U089 = avaliação, prazos e destinação; U092 = tipologias, suporte, microfilmagem e automação. E10:4 fica coberto com esta unidade; E10:5 permanece aberto até a cobertura complementar de U092, sem criar duas aulas iguais para conservação.