Coordenação entre orações e termos da oração
1. O que exatamente está sendo ligado?
Compare os exemplos hipotéticos:
A equipe revisou o relatório e a planilha.
A equipe revisou o relatório e publicou a nota.
Na primeira frase, o que a equipe revisou? O relatório e a planilha. As duas expressões completam o mesmo verbo, sem preposição exigida por ele: são objetos diretos coordenados. Na segunda, revisou e publicou organizam duas orações. Agora, e liga orações, não objetos.
Coordenação é a ligação de unidades situadas no mesmo nível da estrutura. Entre termos, elas desempenham função equivalente em relação ao mesmo núcleo, a palavra central da construção; entre orações, uma não funciona como termo da outra. Função sintática é esse papel: completar um verbo, caracterizar um nome ou indicar uma circunstância, por exemplo.
Uma oração organiza-se em torno de um verbo ou de uma locução verbal, combinação que funciona como um núcleo verbal: tinha revisado não cria duas orações. Um período contém uma ou mais orações: é simples quando tem uma só, chamada absoluta, e composto quando tem duas ou mais. Verbos omitidos, recuperáveis pelo contexto, também entram na análise.
Os demais exemplos também são hipotéticos. Observe a função antes de classificar a ligação:
| Construção | Unidades ligadas e função |
|---|---|
| O auditor e a analista chegaram. | Dois núcleos formam o sujeito composto: declara-se de ambos que chegaram. |
| A equipe agiu com cuidado e com rapidez. | Duas circunstâncias de modo: adjuntos adverbiais. |
| Apresentou um relatório claro e conciso. | Características ligadas diretamente ao nome relatório: adjuntos adnominais. |
| O relatório é claro e conciso. | Características atribuídas ao sujeito por meio de é: predicativos do sujeito. |
Em séries extensas, delimite os grupos inteiros: “Participaram os técnicos responsáveis pela coleta e os auditores designados para a validação”. Não são apenas as palavras vizinhas de e que se coordenam.
2. Independência sintática não é isolamento de sentido
A equipe concluiu a revisão, mas ainda não publicou a nota.
A segunda oração não completa um termo da primeira: acrescenta uma afirmação contrastante. A independência é sintática, não ausência de relação de sentido. Para compreender o contraste, precisamos relacionar concluir a revisão e não publicar a nota.
Com ou sem conjunção
A conjunção coordenativa realiza essa ligação, como e, mas e ou. A oração é assindética quando não vem introduzida por conjunção coordenativa; é sindética quando vem introduzida por ela.
A equipe recebeu os autos, conferiu os anexos e iniciou a revisão.
Na análise tradicional, A equipe recebeu os autos e conferiu os anexos são coordenadas assindéticas; e iniciou a revisão é sindética aditiva. Um único e não torna todas as orações sindéticas.
A omissão expressiva de conectivos chama-se assíndeto: “Recebeu, conferiu, revisou” pode acelerar a sequência. A repetição deliberada é polissíndeto: “E recebeu, e conferiu, e revisou” destaca cada ação. Os fatos podem permanecer, mas ritmo e ênfase mudam.
Coordenadas entre si, subordinadas a outro termo
Na subordinação, uma unidade integra outra construção, completando ou modificando um de seus termos:
Espero que a equipe revise o relatório e que publique a nota.
Espero o quê? O bloco destacado ocupa o lugar de isso, complemento de espero. Suas duas orações são subordinadas substantivas objetivas diretas, pois exercem função de objeto direto, mas coordenadas entre si. Ambas dependem de espero, não uma da outra. Incluindo a oração de espero, há três no período.
Em “A equipe decidiu revisar o relatório e publicar a nota”, revisar e publicar estão no infinitivo, forma verbal que não situa o processo, por si só, no tempo. São orações reduzidas de infinitivo, sem a estrutura desenvolvida com conjunção integrante e verbo flexionado, como que revise. Coordenam-se dentro do complemento de decidiu; não formam com ele uma única locução verbal.
O mecanismo também aparece em “os servidores que conferem os anexos e revisam os relatórios”: que retoma servidores, e as duas atividades compõem sua caracterização. Dependência externa e coordenação interna podem coexistir. As demais classificações das subordinadas pertencem ao assunto 010.
3. As cinco relações da coordenação
3.1 Aditivas: acrescentar informação
“A equipe revisou o relatório e publicou a nota” soma fatos. Nem acrescenta informação negativa: “Não revisou o relatório nem publicou a nota”.
A soma pode adquirir sentidos específicos: “Recebeu os autos e iniciou a revisão” sugere sequência; “Descumpriu o prazo e sofreu a sanção”, consequência; “Prometeu rapidez e demorou meses”, contraste. O valor contextual de e não se reduz à soma neutra. Distinga o comando que pergunta pela forma aditiva daquele que pede o sentido, inclusive seu emprego com valor adversativo.
Ligações em pares são correlações: não só… mas também, não apenas… como também, tanto… quanto/como. Em “Não só revisou o relatório, mas também publicou a nota”, ambos os fatos são afirmados: nega-se que tenha ocorrido somente o primeiro. Trocar a correlação por e pode manter os fatos, mas reduzir a ênfase.
Bem como e assim como também podem somar: “O plano prevê a revisão dos formulários, bem como a conferência dos anexos”. Não são invariavelmente comparativos: veja se o texto acrescenta elementos ou compara sua realização.
3.2 Adversativas: contrariar uma expectativa ou corrigir uma ideia
O relatório é curto, mas contém todas as informações necessárias.
Ser curto não contradiz conter as informações. Mas contraria a expectativa de insuficiência. A relação adversativa pode expressar contraste, restrição, ressalva ou quebra de expectativa, não apenas oposição entre palavras. Porém, contudo, todavia, entretanto e no entanto também articulam contraste.
“Não foi atraso, mas sim erro de cadastro” corrige a primeira hipótese: há retificação, não soma. A construção não… e sim pode produzir a mesma correção. Já “O relatório tem méritos, mas também apresenta falhas” pode contrapor uma ressalva à avaliação favorável: também depois de mas não cria automaticamente uma correlação aditiva.
3.3 Alternativas: apresentar possibilidades
Ou liga termos ou orações; a possibilidade de combinar as alternativas depende do contexto:
| Situação | Leitura |
|---|---|
| Escolha uma única modalidade: ou entregue pessoalmente, ou envie pelo sistema. | Exclusiva: escolher uma exclui a outra. |
| Envie a identidade ou o passaporte; qualquer um basta, e ambos são aceitos. | Inclusiva: um basta, sem proibir os dois. |
| Ora conferia os anexos, ora revisava o relatório. | Alternância entre atividades. |
Quer… quer e seja… seja também apresentam possibilidades: “Quer por escrito, quer oralmente, a informação deve ser clara”; “Seja simples, seja complexo, o pedido será analisado”. No segundo exemplo, a análise vale para qualquer das hipóteses.
Nem todo ou propõe escolha. Em “A elipse, ou omissão de um termo recuperável, evita repetição”, reformula-se o termo anterior. Em “Ou muito me engano, ou o dado está incorreto”, a alternativa hipotética funciona como ressalva à afirmação.
3.4 Conclusivas: tirar uma conclusão do que foi dito
Todos os anexos foram conferidos; portanto, podemos encerrar esta etapa.
A direção é fundamento → conclusão. Ela aparece com portanto, logo, por conseguinte, por isso e, conforme o contexto, assim e então. Não basta uma ação vir depois: deve ser apresentada como decorrência da anterior.
“Organizou os dados assim” indica modo; “Os dados já estavam organizados; assim, a consulta foi rápida” apresenta uma decorrência. O conector sinaliza a conclusão pretendida, mas não garante sua validade: uma conclusão sem fundamento continua sem fundamento.
3.5 Explicativas: justificar uma afirmação, um conselho ou uma ordem
Não encerre a revisão, pois falta uma assinatura.
A falta da assinatura justifica a orientação. A direção é orientação → justificativa, não fundamento → conclusão. Pois, porque, que e porquanto podem introduzir explicação: “Confira os anexos, que há divergências”.
Compare com “A revisão parou porque faltava uma assinatura”. Aqui, a falta é apresentada como causa da paralisação: uma oração subordinada adverbial causal. Na explicativa, justifica-se o ato de dizer algo; na causal, indica-se o motivo do fato descrito. Uma ordem no imperativo favorece a primeira leitura, sem constituir teste infalível.
A explicação também sustenta afirmações: “Alguém deve ter chegado, porque a luz está acesa”. A luz é indício da chegada, não aquilo que a provocou. Conector e vírgula, sozinhos, não decidem a fronteira; há casos dependentes da interpretação e da perspectiva gramatical adotada.
Pois: posição e sentido juntos
Não encerre a revisão, pois falta uma assinatura.
A assinatura foi obtida; a revisão pode, pois, ser encerrada.
No primeiro, pois introduz a justificativa: é explicativo. No segundo, aparece depois do verbo e equivale a portanto: é conclusivo, isolado por vírgulas. Também pode encerrar a oração: “A assinatura foi obtida; encerraremos a revisão, pois”.
O pois conclusivo não tem a mesma liberdade de portanto para iniciar a oração, nem pode ser substituído por porque. Identifique a direção do raciocínio e use a posição para confirmar a análise.
4. Mesmo sentido, comportamentos diferentes
Conector é o nome amplo de um elemento que articula partes do texto. Nem todo conector se comporta como mas:
O relatório é curto, mas está completo.
O relatório é curto; está, contudo, completo.
O relatório é curto e, contudo, está completo.
Mas inicia o segundo membro; não se desloca livremente para depois de está. Contudo pode ser intercalado e combinar-se com e: este liga as orações; aquele explicita o contraste.
A tradição escolar inclui porém, contudo e portanto entre as conjunções; outras análises os tratam como advérbios conectivos, considerando sua mobilidade. A classificação pode variar sem eliminar o contraste ou a conclusão. Siga a perspectiva solicitada no comando.
Em “O relatório é curto. Porém, está completo”, o ponto cria outro período. A relação de sentido permanece, mas já não se trata de duas orações dentro do mesmo período.
5. Escopo: até onde a informação alcança?
Escopo é o alcance de uma expressão: quais elementos ficam sob seu efeito. “Técnicos e auditores experientes participaram” pode qualificar os dois grupos ou só os auditores. Para explicitar:
- ambos: “Técnicos experientes e auditores experientes participaram”;
- apenas a qualificação dos auditores: “Participaram técnicos; também participaram auditores experientes”.
Trocar experientes por que sejam experientes pode manter a ambiguidade. A reescrita precisa resolver a ligação, não apenas alongar a expressão.
A distribuição da ação também importa. “João e Maria carregaram a mesa juntos” explicita leitura coletiva, de ação conjunta; “João e Maria preencheram um formulário cada” explicita leitura distributiva, aplicada separadamente a cada pessoa. Respectivamente relaciona séries na mesma ordem: “Ana e Bruno revisaram o relatório e a planilha, respectivamente” associa Ana ao relatório e Bruno à planilha.
Na negação, “Não revisou o relatório nem publicou a nota” nega ambos os fatos. “Não revisou o relatório e publicou a nota” admite negar só o primeiro. Já “Não revisou o relatório e não publicou a nota” volta a negar ambos: nem aproxima-se de e não, não de e sozinho. A equivalência ainda exige conferir ênfase e contexto.
“Não revisou o relatório ou a planilha” pode deixar incerto se nenhum foi revisado ou se um ficou sem revisão. Conforme a intenção, explicite “Não revisou nenhum dos dois” ou “Revisou apenas um dos dois”.
6. Paralelismo: tornar visível a equivalência
Paralelismo sintático é a correspondência de construção entre os membros de uma série. Compare:
O plano prevê a integração das bases, revisar os formulários e que os dados sejam auditados.
O plano prevê a integração das bases, a revisão dos formulários e a auditoria dos dados.
A primeira mistura uma expressão nominal, um infinitivo e uma oração com que. A segunda apresenta as três medidas de forma paralela, facilitando perceber o que se liga ao quê. Nas correlações, alinhe os marcadores: “Pretende não apenas revisar o relatório, mas também publicar a nota” mantém dois infinitivos com seus complementos.
Diferença formal não é automaticamente erro. “Agiu com cuidado e rapidamente” coordena uma expressão com preposição e um advérbio, ambos indicando modo. Orações coordenadas podem ter sujeitos, tempos e vozes verbais diferentes. Quando se busca uniformidade, “O relatório foi revisado, publicado e arquivado” mantém três particípios na voz passiva.
A regência é a exigência de complemento por um termo, com ou sem preposição. Em “Precisa de revisar o texto e conferir os anexos”, de pode ser compartilhado; repeti-lo antes de conferir explicita os limites, sem ser sempre obrigatório. Não apague exigências diferentes: “Revisou o relatório e discordou dele” preserva o complemento direto de revisou e o complemento com de de discordou.
O paralelismo semântico diz respeito à coerência da série. “O projeto prevê equipamentos, treinamento e economia de recursos” mistura meios e resultado. Para distinguir essas relações: “O projeto prevê equipamentos e treinamento para economizar recursos”. Não se proíbe coordenar coisas diferentes; exige-se uma relação de sentido identificável.
7. Pontuação e omissões: mostrar a estrutura
Termos ou orações coordenados sem conjunção separam-se por vírgulas: “Recebeu, conferiu, revisou”. O ponto e vírgula reforça a separação, sobretudo com vírgulas internas: “A primeira equipe, após a reunião, revisou o relatório; a segunda conferiu os anexos”.
Na adversativa, a vírgula vem antes de mas: “O relatório estava correto, mas precisava de concisão”. Não se escreve “mas, precisava” sem motivo independente. Em “mas, segundo a analista, precisava”, o par de vírgulas isola o comentário; retirando-o, resta mas precisava. Conectores intercalados também ficam isolados: “O relatório, contudo, contém ressalvas”.
A vírgula antes de e, ou e nem
Na enumeração simples, normalmente não se separa o último elemento ligado por e, ou ou nem: “Revisou relatórios, planilhas e notas”. Com duas orações curtas de mesmo sujeito, o padrão também é sem vírgula: “A equipe revisou o relatório e publicou a nota”.
A vírgula antes de e pode ser justificada por sujeitos diferentes e necessidade de clareza — “A equipe conferiu os anexos, e o relatório ficou para depois” —, contraste destacado ou repetição enfática, como no polissíndeto. Sujeitos diferentes não tornam a vírgula obrigatória em qualquer construção.
Nas correlações, examine o conjunto: “Ou envia hoje, ou perde o prazo” separa alternativas; em não só… mas também, a pontuação acompanha a estrutura e a extensão da série, não uma oposição automaticamente criada por mas.
Omissão recuperável não é ruptura
A analista revisou o relatório; o auditor, a planilha.
Recupera-se revisou depois de o auditor. A omissão recuperável é elipse; quando o elemento já apareceu, é zeugma. A vírgula marca aqui o verbo omitido. Não invente um verbo apenas porque há e: em revisou o relatório e a planilha, ambos os objetos já se ligam ao verbo expresso.
No anacoluto, a construção iniciada é abandonada, deixando um termo sem função na estrutura seguinte: “Esses processos, a equipe precisa de mais tempo”. Já “Esses processos, precisamos revisá-los” admite análise de objeto direto pleonástico: o complemento antecipado é retomado por -los. Não classifique toda antecipação como anacoluto só porque há vírgula.
Sem omissão ou trecho intercalado que justifique o sinal, não separe sujeito e verbo, verbo e complemento ou nome e complemento: “Os documentos solicitados chegaram”; “Revisou os documentos”; “A necessidade de revisão era evidente”. O assunto 011 desenvolve as demais regras de pontuação.
8. Reescrita: manter os fatos não é manter tudo
Chovia, mas a equipe saiu.
Embora chovesse, a equipe saiu.
Ambas preservam a saída apesar da chuva. A primeira coordena afirmações; a segunda subordina a chuva como circunstância que não impediu a saída, uma concessão. A troca exige reorganizar e usar chovesse, no subjuntivo. Conquanto também introduz concessão: não substitui mecanicamente mas em qualquer posição.
Em “Estude e passará”, a orientação seguida da promessa favorece condição e resultado. “Se estudar, passará” explicita a condição, mas troca coordenação por subordinação e deixa de formular diretamente a ordem. Na passagem de “Cumpriu os requisitos; portanto, foi admitido” para “Como cumpriu os requisitos, foi admitido”, a conclusão passa a ser estruturada com uma causa colocada antes do fato explicado.
Avalie quais unidades se ligam, que relação constroem e quais elementos alcançam; depois confira as exigências da nova construção e a pontuação. Correção gramatical, fatos centrais, ênfase e direção do argumento são aspectos diferentes da equivalência.
Referências
Referências — Coordenação entre orações e termos da oração
Recorte e atualização
Fontes eletrônicas consultadas em 5 de setembro de 2026. O recorte é o item 5.2 de Língua Portuguesa dos conhecimentos gerais, comum aos cargos de Analista de Administração e Técnico-Administrativa desta campanha. A data registra a consulta das fontes, não uma mudança da gramática. Os exemplos do capítulo são hipotéticos; classificações tradicionais e análises descritivas são distinguidas quando divergem.
- CENTRO BRASILEIRO DE PESQUISA EM AVALIAÇÃO E SELEÇÃO E DE PROMOÇÃO DE EVENTOS. Edital número 1 do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão, de 6 de julho de 2026, versão consolidada com a retificação de 29 de julho de 2026. Subitem 14.2.3, Língua Portuguesa, item 5.2; página 43. Delimita as relações de coordenação entre orações e entre termos da oração. Documento oficial.
Estrutura, relações de sentido e nomenclatura
- BRASIL. Ministério da Educação e Cultura. Nomenclatura Gramatical Brasileira. Portaria número 36, de 28 de janeiro de 1959. Segunda parte, conjunções; terceira parte, análise sintática; apêndice, figuras de sintaxe. Fundamenta as cinco classes tradicionais, a distinção entre coordenação sindética e assindética e a possibilidade de coordenação entre orações subordinadas. Transcrição hospedada pela Universidade Federal do Paraná.
- SILVA, Ana Márcia Martins da. Coordenação e paralelismo. Revista de Estudos da Linguagem, volume 27, número 2, páginas 701–736, 2019. Discute condições de coordenação e os limites de reduzir paralelismo à identidade formal ou a uma única propriedade sintática. Artigo no periódico.
- MARTA, Eunice. Casos de sintaxe de advérbios conetivos: contudo, todavia e porém. Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, 24 de outubro de 2011. Mobilidade e diferença de comportamento em relação a mas. A terminologia descritiva discutida na resposta não substitui automaticamente a classificação tradicional brasileira. Consulta linguística.
- MARQUES, Carla. O uso de pois a fechar uma oração. Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, 16 de setembro de 2019. Posição e pontuação de pois conclusivo, inclusive no fim da oração. Consulta linguística.
- GAMA, Inês. Porque e pois, em orações causais e orações explicativas. Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, 23 de abril de 2026. Distinção entre causa do acontecimento e justificativa da afirmação, considerando estrutura e contexto, não apenas o conector. Consulta linguística.
Pontuação, paralelismo e retomadas
- SENADO FEDERAL. Manual de Comunicação, verbetes Vírgula, Vírgula antes da conjunção e, Ponto e vírgula e Paralelismo sintático. Apoio à delimitação de segmentos, à preservação das relações sintáticas e à clareza das séries. As preferências editoriais do manual não constituem proibições universais de outras construções gramaticais.
- HENRIQUES, José Neves. A vírgula, outra vez. Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, 9 de junho de 1998. Analisa a antecipação de complemento retomado por pronome como complemento direto pleonástico, apoiando a distinção entre retomada e ruptura da construção. Consulta linguística.
Evidência em provas oficiais
- CENTRO BRASILEIRO DE PESQUISA EM AVALIAÇÃO E SELEÇÃO E DE PROMOÇÃO DE EVENTOS. Seleção de auditores da Secretaria de Planejamento, Orçamento e Administração do Distrito Federal, edital de 2022. Questão 9, página 3: porém deslocado é denominado conjunção adversativa e isolado por vírgulas. Caderno oficial com justificativas.
- FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS. Tribunal de Contas do Estado da Bahia — Agente Público, Tipo 3, Amarela, 2013. Questões 1 e 3: contraste com mas também e valor aditivo de assim como e bem como. Caderno oficial e gabarito definitivo, Tipo 3.
Esses documentos sustentam os pontos indicados do capítulo. Não constituem confirmação em bloco das atribuições de origem registradas no banco de questões.
Bibliografia de aprofundamento
- BECHARA, Evanildo. Moderna gramática portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. Conjunções, relações sintáticas, coordenação e pontuação.
- CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Nova gramática do português contemporâneo. Rio de Janeiro: Lexikon. Coordenação, valores das conjunções e organização do período.