12. Malha viária, portos e aeroportos

Infraestrutura rodoviária, ferroviária, portuária e aeroportuária do Maranhão, com foco nos principais eixos, instalações e conexões territoriais.

Malha viária, portos e aeroportos

Reconheça a rede e preserve suas identidades

Origem → via de acesso → conexão → terminal → destino. A malha é a infraestrutura; o serviço e os fluxos foram tratados na unidade de setor terciário. Jurisdição de uma rodovia, administração de seu trecho e eventual concessão são relações diferentes. Planejada não significa aberta; implantada não garante pavimento; pavimentada não implica duplicação ou bom estado.

Eixo federalAssociação territorial
BR-010Açailândia → Imperatriz → Estreito
BR-135São Luís → continente → interior
BR-222Chapadinha → Santa Inês → Açailândia
BR-226Timon → Presidente Dutra → Grajaú / Porto Franco
BR-230sul maranhense, eixo Transamazônica
BR-316Santa Inês → Bacabal → Caxias / Piauí
BR-402Bacabeira → Barreirinhas / Lençóis

O mapa do DNIT de fevereiro de 2026 registra 3.512,2 quilômetros da malha sob sua administração no Maranhão; não é a soma de todas as rodovias federais, estaduais e municipais nem quilômetros-pista. Evite dupla contagem de trechos fisicamente coincidentes.

Ferrovias: conexão não é fusão

LinhaPapel e limite
EFC, ValeCarajás → São Luís → Ponta da Madeira; também mantém trem de passageiros
FNS, subconcessãoliga-se à EFC em Açailândia; o acesso portuário se faz pela conexão, não pela transformação em uma ferrovia só
FTL, Malha Nordesteinclui São Luís–Teresina; distinta do projeto Nova Transnordestina

As extensões regulatórias descrevem concessões multiestaduais: a EFC abrange Pará e Maranhão; os 744,5 quilômetros do Tramo Norte da FNS abrangem Maranhão e Tocantins. Não atribua esses totais ao estado isoladamente.

Três instalações na zona portuária de São Luís

InstalaçãoNaturezaVínculo
Itaquiporto organizado público, sob autoridade da EMAP por delegação federalmultipropósito; área de influência econômica ultrapassa o Maranhão
Ponta da MadeiraTUP da Vale, fora do porto organizadoconectado à EFC e ao minério extraído em Carajás, Pará
AlumarTUP do complexo industrialrecebe insumos, inclusive bauxita, e escoa produtos da cadeia de alumina e alumínio

Porto organizado é bem público sob autoridade portuária; TUP é instalação autorizada fora de sua área; arrendamento diz respeito à exploração de área dentro do porto. “Complexo portuário” é um agregado geográfico, não uma quarta instalação. A EMAP administra o Itaqui, não os dois terminais vizinhos. Tonelagem movimentada em terminal é fluxo, não capacidade portuária, produção mineral maranhense ou valor exportado.

Aeroportos e indicadores

Aeródromo é área de pouso, decolagem e movimentação de aeronaves; aeroporto é aeródromo público com instalações de apoio. Em São Luís, o Marechal Hugo da Cunha Machado usa código IATA SLZ e ICAO SBSL; em Imperatriz, o Prefeito Renato Moreira usa IMP e SBIZ, respectivamente. O cadastro da ANAC usa outra família: MA0001 e MA0002. A ANAC identifica a Concessionária do Bloco Central S.A. como operadora certificada de São Luís e Imperatriz. Em 01/09/2026, a Motiva concluiu a venda de sua plataforma aeroportuária ao ASUR: operador certificado, controlador e marca são camadas distintas.

Cadastro ativo não garante voo comercial regular; rota anunciada não é voo realizado. Movimento de aeronave (pouso/decolagem), passageiros e massa de carga são campos diferentes. Antes de comparar eixos ou terminais, identifique jurisdição, operador, território, período e métrica.

Datas de referência: malha DNIT fevereiro/2026; concessões ferroviárias correntes revalidadas em 06/10/2026; Itaqui com gestão renovada em 29/01/2026 até 2051; Ponta da Madeira 172,4 milhões t em 2025; mudança de controle da plataforma aeroportuária em 01/09/2026.