Noções de agentes térmicos — revisão rápida
Mapa
calor
- local → queimadura;
- sistêmico → hipertermia.
frio
- local → geladura;
- sistêmico → hipotermia.
Hoffmann — calor
- 1º grau: eritema, edema, dor; pele íntegra.
- 2º grau: flictenas/bolhas.
- 3º grau: necrose profunda de tecidos.
- 4º grau: carbonização, inclusive planos profundos/osso.
Profundidade ≠ extensão.
Incêndio
Posição de pugilista
Retração/flexão térmica.
Não prova luta nem vitalidade.
Artefatos térmicos
Podem ocorrer:
- fissuras;
- fraturas;
- retração;
- destruição de tecidos.
Não chamar automaticamente de trauma ante mortem.
Exposição à fumaça em vida
Achados de apoio:
- fuligem em vias aéreas;
- alterações respiratórias;
- carboxiemoglobina compatível.
Nenhum deles, sozinho, define causa/maneira da morte.
Frio
Geladura
Lesão local.
Graus clássicos:
- palidez/rubefação;
- eritema + flictenas;
- necrose/crostas;
- gangrena/destruição profunda.
Hipotermia
Problema sistêmico.
Diagnóstico post mortem = conjunto:
- cena/ambiente;
- história;
- achados;
- exclusão de alternativas.
Wischnewski
Lesões gástricas escuras associadas à hipotermia.
Apoio ≠ sinal patognomônico.
Desnudamento paradoxal
Pode ocorrer.
Não é obrigatório nem exclusivo.
Pegadinhas
- carbonização = vitalidade → não;
- pugilista = defesa → não;
- fissura térmica = trauma obrigatório → não;
- fuligem = homicídio → não;
- geladura = hipotermia → não;
- Wischnewski fecha diagnóstico → não;
- ausência de Wischnewski exclui hipotermia → não.
Regra final
calor/frio + local/sistêmico + cena + sinais de apoio + limites.